{"id":2025,"date":"2022-07-17T15:39:26","date_gmt":"2022-07-17T18:39:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.compasso-dos-ventos.com.br\/v2.0\/?p=2025"},"modified":"2022-07-17T15:39:26","modified_gmt":"2022-07-17T18:39:26","slug":"12-02-2017-os-lusiadas-the-lusiads-na-revista-sabado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.compasso-dos-ventos.pt\/editora\/12-02-2017-os-lusiadas-the-lusiads-na-revista-sabado\/","title":{"rendered":"12\/02\/2017 &#8211; OS LUS\u00cdADAS: THE LUSIADS NA REVISTA S\u00c1BADO"},"content":{"rendered":"<p><strong>O g\u00e9nio ingl\u00eas que traduziu os Lus\u00edadas em 1880<\/strong><\/p>\n<p>A tradu\u00e7\u00e3o, que conseguiu manter a m\u00e9trica, as rimas e os versos em decass\u00edlabos da epopeia de Cam\u00f5es, j\u00e1 chegou \u00e0s livrarias portuguesas<\/p>\n<p>12 Fevereiro 2017 \u2022 Rita Bertrand<\/p>\n<p>No nosso tempo veloz, empreitadas como a que Sir Richard Francis Burton cumpriu, ao traduzir Os Lus\u00edadas para ingl\u00eas, mantendo a m\u00e9trica, as rimas e os versos em decass\u00edlabos, parecem imposs\u00edveis de t\u00e3o demoradas.<\/p>\n<p>Contudo, foi mesmo isso que o escritor, antrop\u00f3logo, ge\u00f3grafo, diplomata, orientalista e agente secreto brit\u00e2nico do s\u00e9culo XIX fez, tornando-se autor da mais empolgante vers\u00e3o inglesa da epopeia sobre o povo portugu\u00eas: mais do que uma tradu\u00e7\u00e3o, The Lusiads \u00e9, na verdade, um longo poema, inteiramente novo, que narra as fa\u00e7anhas lusitanas, segundo a pena de Cam\u00f5es, mas com o lirismo pessoal de Burton.<\/p>\n<p>Nem podia ser de outra forma: quem traduz poesia sabe que n\u00e3o basta mudar a l\u00edngua aos versos: \u00e9 preciso reinventar-lhes os sentidos, para que a mensagem sobreviva e ainda assim respeite a estrutura original &#8211; no caso, 1.102 estrofes de oito decass\u00edlabos, seis em verso cruzado, mais dois emparelhados.<\/p>\n<p>Tarefa demasiado dif\u00edcil? N\u00e3o para Burton, que a abrir o seu pref\u00e1cio, reproduzido no livro rec\u00e9m-lan\u00e7ado em Portugal pela editora Compasso dos Ventos, diz que este foi &#8220;&#8221;o mais prazeroso trabalho liter\u00e1rio&#8221;&#8221; da sua vida de g\u00e9nio hiperactivo, que em adolescente fez parte de um gang e depois foi expulso da universidade apesar de ser aluno brilhante, por n\u00e3o se adaptar \u00e0s regras, e que conheceu a fundo \u00c1frica e \u00c1sia, arriscando-se at\u00e9 a ser preso quando entrou na Meca mu\u00e7ulmana disfar\u00e7ado de afeg\u00e3o.<\/p>\n<p>Para qu\u00ea? Para contar o que via &#8211; em livros, mas tamb\u00e9m em relat\u00f3rios de agente ao servi\u00e7o da Rainha Vit\u00f3ria -, o que viria a dar-lhe o t\u00edtulo de Sir, apesar da relut\u00e2ncia dos mais puritanos, chocados com os seus escritos sobre sexualidade (incluindo a feminina e a homossexual) e as suas tradu\u00e7\u00f5es do Kama Sutra e das Mil e Uma Noites.<\/p>\n<p>Fascinante, mas com fama de ter mau feitio, Burton n\u00e3o foi o primeiro a traduzir a epopeia de Cam\u00f5es: o poeta escoc\u00eas William Mickle j\u00e1 o tinha feito um s\u00e9culo antes. Por\u00e9m, nenhuma vers\u00e3o \u00e9 t\u00e3o assombrosa como esta que a Compasso dos Ventos edita e que p\u00f5e lado a lado, ao longo dos dez cantos, a epopeia original, de 1572, e a vers\u00e3o inglesa, de 1880.<\/p>\n<p>Quem \u00e9 o tradutor?<\/p>\n<p>Sir Richard Francis Burton falava 29 idiomas e v\u00e1rios dialectos, tinha um humor sarc\u00e1stico e era incapaz de dominar os seus impulsos, o que lhe valeu inimigos nos quatro cantos do mundo &#8211; que conheceu bem: viajante incans\u00e1vel, fez expedi\u00e7\u00f5es com o patroc\u00ednio da Real Sociedade de Geografia do Reino Unido, para investigar povos long\u00ednquos, seus usos, costumes e lugares.<\/p>\n<p>http:\/\/www.sabado.pt\/gps\/palco-plateia\/livros\/detalhe\/traducao-inglesa-dos-lusiadas-de-1880-chega-a-portugal?ref=GPS_Grupo1_livros<\/p>\n<p><strong>REVISTA S\u00c1BADO<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O g\u00e9nio ingl\u00eas que traduziu os Lus\u00edadas em 1880 A tradu\u00e7\u00e3o, que conseguiu manter a m\u00e9trica, as rimas e os versos em decass\u00edlabos da epopeia de Cam\u00f5es, j\u00e1 chegou \u00e0s livrarias portuguesas 12 Fevereiro 2017 \u2022 Rita Bertrand No nosso tempo veloz, empreitadas como a que Sir Richard Francis Burton cumpriu, ao traduzir Os Lus\u00edadas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[58],"tags":[],"class_list":["post-2025","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-58"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.compasso-dos-ventos.pt\/editora\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2025","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.compasso-dos-ventos.pt\/editora\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.compasso-dos-ventos.pt\/editora\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.compasso-dos-ventos.pt\/editora\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.compasso-dos-ventos.pt\/editora\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2025"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.compasso-dos-ventos.pt\/editora\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2025\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.compasso-dos-ventos.pt\/editora\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2025"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.compasso-dos-ventos.pt\/editora\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2025"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.compasso-dos-ventos.pt\/editora\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2025"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}